sobre o projeto

Museu da Lã
O Museu da Lã é uma iniciativa que ultrapassa fronteiras e busca a construção de novos sentidos, juntamente com as comunidades laneras, valorizando e oportunizando novas relações entre espaço, tempo e memória como experiência (Letícia de Cássia, museóloga).
Privilegia a experiência cultural dos saberes e fazeres da lã no seu espaço de excelência, ou seja, no “Território da Lã do Pampa” (OLIVEIRA, 2019). É um espaço carregado de subjetividade que identifica, no seu patrimônio cultural, um atrelamento à biodiversidade local e às origens.
Existem dois elementos que poderão promover a constituição dessa musealização do território: sua população, como atores da vida local ou regional, e o patrimônio cultural e ambiental, capital associado ao território pertencente àquela população.
A proposta é estabelecer um museu que reúna, em rede, núcleos de atuação da vivência e experimentação cultural desse patrimônio. Pensar um conjunto de estratégias de atuação, no contexto da cadeia produtiva brasileira da lã, considerando assim a aptidão do Rio Grande do Sul na criação de ovinos laneros, sendo responsável por mais de 98% da lã brasileira.
Os espaços estão sendo implantados nos Centros de Referência em Artesanato Lãs do RS como núcleos museais nos município de Bagé, Rosário do Sul, Lavras do Sul, Caçapava do Sul, São Gabriel, Santana do Livramento, São Miguel das Missões e Mostardas.
O museu é onde está o saber-fazer da lã, onde está a artesã e sua comunidade que cuida e preserva.
Missão
São relevantes, também, os esforços dos agentes dessa cadeia produtiva artesanal para a difusão da matéria-prima lã e sua cultura como parte da sociobiodiversidade do Pampa rural para o urbano. São esforços que vêm ao encontro de uma museologia social, construída a partir da comunidade.
Promover e valorizar o patrimônio cultural da lã brasileira, difundindo os saberes e fazeres da lã como elemento de identidades culturais e de preservação ecológica da sociobiodiversidade do bioma Pampa.
Objetivo Geral
Pesquisar, preservar, salvaguardar, educar e promover a memória dos saberes e fazeres da lã do Rio Grande do Sul, por meio da sua função social por excelência, interagindo com as diversas comunidades da lã e prospectando novos públicos.
Instituição privada, sem fins lucrativos. Criada pela Pangea Cultural, Letícia de Cássia, idealizadora e gestora.
