sobre o projeto

Lãs do RS

Lãs do RS é uma iniciativa de valorização, preservação e promoção dos saberes e fazeres da cultura da lã como referência do patrimônio cultural do Rio Grande do Sul. A iniciativa de inovação cultural e social tem um papel fundamental no fomento dessa tradição, considerando que o estado é responsável pela produção de 90% da lã brasileira. 

Tem como principais objetivos estimular o desenvolvimento regional sustentável e a inclusão social, principalmente na região do bioma Pampa; capacitar e incentivar os artesãos como agentes essenciais do ecossistema artesanal da lã; construir espaços de preservação, memória e ensino dos conhecimentos tradicionais da lã; incentivar o aproveitamento integral da lã produzida no estado com tecnologia e inovação; contribuir com a valorização econômica da lã no mercado interno; patrimonializar a lã como ativo cultural brasileiro; visibilizar o artesão e sua artesania, ao nível regional, nacional e internacional; articular governanças, agentes do trade turístico e artesãos para a integração em rede, criação de espaços turístico e comerciais, valorizando o ecossistema da lã gaúcha. 

O Lãs do RS contribui para a valorização da lã como um patrimônio cultural e econômico do Rio Grande do Sul em diversas escalas de abrangência. Considerando que a cultura da lã está na origem territorial do Rio Grande do Sul, as ações do Lãs do RS, se estendem por todo o estado, impactando diversos municípios e instituições das áreas da agricultura, cultura, social, meio ambiente, desenvolvimento regional, educação, trabalho, turismo e economia.

Assim, para entender a abrangência, é importante considerar diferentes aspectos, como: 

    • Protagonismo de regiões e municípios; Parcerias institucionais e realização de eventos de nível regional;

    • Desenvolvimento em redes de preservação e criação de roteiros regionais de turismo e comercialização; 

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Garimpo das Artes Artesanais do RS

É o início de uma jornada pelo artesanato tradicional e de referência cultural riograndense. É um projeto que vai desde a pesquisa de mapeamento, dando luz aos artesãos, às técnicas e às matérias-primas dos locais visitados, até uma reflexão sobre o artesanato gaúcho.  

Este projeto tem a finalidade de ajudar a fomentar a criação de arranjos produtivos locais de artesanato, por meio do resgate de técnicas tradicionais e matérias-primas naturais, sendo os saberes e fazeres repassados entre gerações, que podem proporcionar o desenvolvimento sustentável de comunidades envolvidas com a área. São mestres, artesãos individuais, grupos e coletivos da cultura popular que vivem do ofício artesanal e cultivam os recursos naturais base da produção do artesanato tradicional. Através da alma, coração e mãos, transmitem o conhecimento do ofício de artesão para os jovens de suas comunidades.

O projeto foi idealizado a partir da percepção de que o artesanato gaúcho é diverso e difuso, congregando características das comunidades e povos tradicionais da região, como os indígenas e quilombolas, bem como dos povos colonizadores e imigrantes da região. Este universo cultural proporciona um artesanato rico em técnicas e na utilização de matérias-primas, originárias do cultivo de fio e fibras naturais da terra.

A metodologia de realização contou com um mapeamento de norte a sul, leste a oeste do Rio Grande do Sul, visitando 27 municípios em quatro meses, contemplando visitas em dez COREDES – Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Foram entrevistados mais de 100 artesãos, classificados pelo Programa Brasileiro de Artesanato como artesanato indígena, tradicional e de referência cultural.  

Esta publicação está dividida em duas partes: parte 1 – reflexões sobre conceitos do artesanato, dados do mapeamento; e parte 2 – relatos sobre mestres artesãos e artesãos gaúchos. 

Garimpo das Artes é um caminho inicial para a identificação e promoção do artesanato tradicional no Rio Grande do Sul. É a primeira edição que contou com a parceria desses artesãos que trabalham com a alma e buscam, além da sobrevivência com seu ofício, um estímulo para entendimento do seu trabalho como catalisador de mudanças em suas vidas. 

A expedição cultural contou com a parceria da EMATER/RS – ASCAR – Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural e ASCAR – Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural. Projeto realizado com recursos do edital SEDAC n.º 11/2013 – Concurso de Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS FAC. 

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Lã Crua, Fios da Memória: O Saber-Fazer da Mulher Gaúcha

Exposição temática sobre a memória afetiva e histórica da lã no RS, rodas de conversa, seminários técnicos e oficinas, gratuitamente. A abertura oficial foi no dia 23 de julho de 2019, no Memorial do Rio Grande do Sul. 

Propôs um percurso guiado pelo fio da memória dessas mulheres artesãs, da memória desse saber-fazer da lã ancestral, da memória e da história do povo do território rio-grandense. Apresentou o processo produtivo da lã, traduzido pelo ‘Caminho da Lã’, proposto pela Emater. É o fio de lã que homenageia essas mulheres, acessa nossa memória e nos conduz a identificar novos olhares sobre o artesanato rio-grandense.

A exposição “Lã Crua, Fios da Memória: O Saber-Fazer da Mulher Gaúcha” teve base na pesquisa de dissertação de Letícia de Cássia Costa de Oliveira, orientada pela Prof.ª Doutora Ana Maria Dalla Zen, do Programa de Pós-Graduação de Museologia e Patrimônio da UFRGS.

O evento ainda fomentou debates sobre o artesanato e patrimônio cultural, os caminhos da cadeia produtiva da lã, usos das fibras naturais no design e a realização de oficinas para crianças e adultos, resultando em uma ação específica de educação patrimonial sobre esse saber-fazer tradicional e de referência cultural.

A pesquisa foi composta por imagens e objetos do acervo do Museu Antropológico do RS, orientada por Rossanna Prado, mestre em Memória Social e Patrimônio (UFPEL), por Denise Stumvoll e Eiko Fujisawa, pelo Museu Hipólito da Costa, e finalizando com a historiografia do Arquivo Histórico do RS, por Rejane Penna. Também peças de memória afetiva de muitas gaúchas e gaúchos do Rio Grande do Sul. 

A exposição integrou o projeto Lãs do RS, que busca relacionar o artesanato tradicional e de referência cultural com as políticas de cultura e a biodiversidade do Bioma Pampa, além de subsidiar informações para compor o inventário do saber-fazer da lã crua no Estado. E, ainda, reconstruir, institucionalizar e promover a cadeia produtiva da lã crua, focando na certificação para a produção do artesanato ancestral e sua referência cultural. Além disso, pretende apoiar ações para o desenvolvimento socioeconômico do uso da lã crua como fibra natural e sua aplicabilidade em produtos.

O projeto teve apoio de diversas secretarias e instituições do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

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Memória ArqUrbRS

O IAB-RS, Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Rio Grande do Sul foi fundado na Biblioteca do Instituto de Belas Artes do RS, em 1948, dedica-se a difusão da arquitetura e do urbanismo, da cidade e da cultura gaúcha. A entidade sempre buscou o aprimoramento da formação dos Arquitetos e Urbanistas, orientando sua trajetória para a luta das questões culturais, sociais e políticas da sociedade brasileira. 

Desse modo, a memória do IAB-RS, materializada em seu acervo e a base para estruturação de novos caminhos e assim, traça novos começos, preservando objetos de arte, acervos bibliográficos e documentais. Com esse intuito e que em 2019, a instituição realizou uma parceria com o curso de Museologia da Fabico/UFRGS, para realização de uma série de atividades, visando a organização do seu arquivo, organização e implementação de uma nova biblioteca a fim de ampliar seu publico.

A proposta foi elaborada e encaminhada pela Pangea Cultural, escritório de gestão cultural e social para o Edital SEDAC no10/2020, Edital de Concurso Aquisição de Bens e Materiais e recebeu recursos da Lei no 14.017/2020, Lei Aldir Blanc.

Assim, o projeto possibilita o debate interdisciplinar, a partir Biblioteca Comunitaria Arquiteta Enilda Ribeiro (BiCAER) e do Arquivo Histórico Demetrio Ribeiro (AHDR), equipamentos projetados da estruturação física da para a educação para o patrimônio. 

Os espaços são integrados dentro do prédio Solar do IAB-RS, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre e tem como objetivo desenvolver práticas socioeducativas acerca da arquitetura e do urbanismo, por meio da pesquisa, educação para o patrimônio, direitos humanos, preservação da memória e convivência comunitária, em prol da cidadania de crianças, jovens e adultos. 

A proposta voem ao encontro de qualificar a região do Centro Histórico de Porto Alegre, onde vivem as mais variadas classes sociais, profissões e interesses, bem como e um perímetro privilegiado pela grande concentração de escolas da rede municipal e estadual de ensino.

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Museu da Lã

O Museu da Lã é uma iniciativa que ultrapassa fronteiras e busca a construção de novos sentidos, juntamente com as  comunidades laneras, valorizando e oportunizando novas relações  entre espaço, tempo e memória como experiência (Letícia de Cássia, museóloga).

Privilegia a experiência cultural dos saberes e fazeres da lã no seu espaço de excelência, ou seja, no “Território da Lã do Pampa” (OLIVEIRA, 2019). É um espaço carregado de subjetividade que identifica, no seu patrimônio cultural, um atrelamento à biodiversidade local e às origens.  

Existem dois elementos que poderão promover a constituição dessa musealização do território: sua população, como atores da vida local ou regional, e o patrimônio cultural e ambiental, capital associado ao território pertencente àquela população.

A proposta é estabelecer um museu que reúna, em rede, núcleos de atuação da vivência e experimentação cultural desse patrimônio. Pensar um conjunto de estratégias de atuação, no contexto da cadeia produtiva brasileira da lã, considerando assim a aptidão do Rio Grande do Sul na criação de ovinos laneros, sendo responsável por mais de 98% da lã brasileira.

Os espaços estão sendo implantados nos Centros de Referência em Artesanato Lãs do RS como núcleos museais nos município de Bagé, Rosário do Sul, Lavras do Sul, Caçapava do Sul, São Gabriel, Santana do Livramento, São Miguel das Missões e Mostardas.

O museu é onde está o saber-fazer da lã, onde está a artesã e sua comunidade que cuida e preserva.

São relevantes, também, os esforços dos agentes dessa cadeia produtiva artesanal para a difusão da matéria-prima lã e sua cultura como parte da sociobiodiversidade do Pampa rural para o urbano. São esforços que vêm ao encontro de uma museologia social, construída a partir da comunidade.

Missão

Promover e valorizar o patrimônio cultural da lã brasileira, difundindo os saberes e fazeres da lã como elemento de identidades culturais e de preservação ecológica da sociobiodiversidade do bioma Pampa.

Objetivo Geral

Pesquisar, preservar, salvaguardar, educar e promover a memória dos saberes e fazeres da lã do Rio Grande do Sul, por meio da sua função social por excelência, interagindo com as diversas comunidades da lã e prospectando novos públicos.

​​​​Instituição privada, sem fins lucrativos. Criada pela Pangea Cultural, Letícia de Cássia, idealizadora e gestora.

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Rota da Lã

A Rota da Lã é um Arranjo Produtivo Local (APL) desenhado como um modelo colaborativo para o desenvolvimento regional do Rio Grande do Sul, focando na promoção das culturas da lã como parte da sociobiodiversidade do bioma Pampa.

O projeto entende o artesanato em lã como um patrimônio cultural capaz de impulsionar o turismo rural e preservar tradições, agregando valor a produtos e serviços locais. Com o objetivo de promover o conhecimento da lã brasileira e gerar desenvolvimento sustentável, a iniciativa foca especialmente em mulheres artesãs, tanto em áreas rurais quanto urbanas ou vulnerabilizadas.

Na primeira etapa, o projeto abrangeu municípios de Bagé, Rosário do Sul, Lavras do Sul, Caçapava do Sul, São Gabriel, Santana do Livramento, São Miguel das Missões e Mostardas.

A atuação da Rota da Lã ocorre por meio da qualificação técnica e formação de artesãos como educadores para o patrimônio, além de ações de divulgação nos estabelecimentos que compõem o roteiro turístico. O foco central é a tríade aprendizagem, capacitação e renda, oferecendo cursos e oficinas gratuitos com certificação em áreas que vão desde a criação artística e técnicas com a lã até inovação, acessibilidade cultural e gestão de turismo.

A iniciativa tem a parceria com a Unisol, Prefeitura de Mostardas e Prefeitura de Caçapava do Sul. Contou com recursos da Lei Aldir Blanc e Lei Paulo Gustavo.